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terça-feira, julho 06, 2010

Da Entrega (Pujá)



Eis-me aqui.

Olhe minhas mãos. Estão vazias.

Eu as coloco lado a lado, com as palmas viradas para cima,
vazias.

Curvando-me coloco-as no chão, a teus pés.

A ti entrego minhas mãos e tudo o que elas podem conter

e tudo o que elas não podem conter.

A ti entrego tudo o que sou,

o que não sou,

o que penso ser e o que serei.

Aqui, nestas mãos pousadas a teus pés

coloco todo o meu ser,

fui

e vir a ser.


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