Um caminho-fronteira, como o chamaria eu
em um futuro distante.
De concreto mesmo havia só o fato
de que tudo era absurdamente abstrato-concreto,
abstrato-concreto.
No fim do mundo, abstratamente de sofrimento e dor,
o concreto caminho-fronteira.
No fim do concreto caminho-fronteira,
o abstrato mundo de felicidade concreta.
Como se atravessa uma dimensão?
Parece tão concreta!
Mas é dimensão, não é rua ou estrada,
não é comprimento nem largura!
É dimensão!
Tão visível, tão concreta,
tão inadmissível!
